Frases de Amor

Amor

As frases de amor foram coletadas de mensagens de grandes mestres do passado e contemporâneos, bem como de poemas sobre o amor místico. Conheça abaixo todos os nossos cartões virtuais. O envio é gratuito.

Convite:
Todas as segundas-feiras, das 18h45 às 19h30, a Escola Gurdjieff São Paulo oferece um ciclo de estudos gratuito, que conjuga exposição de idéias com práticas de meditação. Participe!

Escola Gurdjieff São Paulo
Rua Augusta, nº 2192, Piso Superior
São Paulo - SP
Tel: (11) 3864-1670
(Situada a 500 metros da estação de metrô Consolação na avenida Paulista)

Amor
Sabedoria
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Conheça as frases de amor dos cartões virtuais:

O amor revela-se naquele momento mágico
e admirável em que cada um é ambos.                                                                         

            Da tradição Tantra

Se queres a visão secreta,
fecha teus olhos.
Se desejas um abraço,
abre teu peito.

            Rumi

Amor

Cada vida é sensível ao amor.
Mesmo as coisas inanimadas como as flores,
que não têm consciência,
compreendem se você as ama ou não.

            G.I.Gurdjieff

Frases de Amor: Gruta Azul

Não veja a pessoa amada apenas como um corpo.
Ela é mais do que isso,
é um brilho que vem de muito longe.

            Paulo e Lauro Raful

Quando momentos de silêncio surgirem junto à pessoa amada, não fuja.
Mergulhe profundamente neles e sinta seu poder.

            Paulo e Lauro Raful

Amor

Ah! Beija-me com os lábios de tua boca!
Porque os teus amores são mais deliciosos que o vinho.
e suave é a fragrância de teus perfumes.

            Cântico dos Cânticos

Na minha pupila tua imagem
Em meus lábios tua memória
Se moras em meu coração
Onde é que te ocultas?

            Al-Hallaj

Amor

Ó meu coração, dize àqueles que tua paixão ousam censurar:
- Censores, mostrai-me alguma coisa mais bela do que meu bem-amado!

           As Mil e Uma Noites

Agora eu me dissolvo em chamas.
O teu rosto é o meu paraíso.
Vou morrer de minha sede ardente.
E, no entanto, seus lábios poderiam me refrescar.

            As Mil e Uma Noites

Meu coração é um altar
minha alma, o sacerdote
a vítima, minha vontade,
e o amor, a chama e seu ardor.

            Angelus Silesius

Toda me entreguei, sem fim,
e de tal sorte hei trocado,
que é meu Amado para mim,
e eu sou para meu Amado.

            Santa Tereza D´Ávila

Shiva diz a Devi:
- Enquanto estiver sendo acariciada, doce princesa, entre no amor como numa vida eterna.

            Tradição hindu

Amor

Houve um tempo em que eu era um homem e ela, uma mulher.
Mas, nosso amor cresceu, até não existir mais nem ela nem eu;
Lembro-me apenas, vagamente, que antes éramos dois
e que o amor, intrometendo-se, tornou-nos um só.

            Poema Sufi da Pérsia

Ah! Enche o Cálice: - de que serve repetir
Como o Tempo passa sob nossos Pés:
Amanhã não nascido, e Ontem morto,
Para que se ocupar deles, se o Hoje é doce!

           Omar Khayyam

Somente a lua
Alta no céu
Como lembrança –
Se ao olhá-la, porém, nos recordarmos,
Nossos corações haverão de unir-se.

            Saigyo

A tua beleza
desprendeu-se de minha alma
Segui teu amor como água,
como fogo e como vento.

           Rumi

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor, sou como um bronze que soa,
 ou como um címbalo que tine.
E ainda que eu tivesse o dom da profecia
e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência,
e tivesse toda a fé,
até ao ponto de transportar montanhas,
se não tivesse amor, não seria nada.
E, ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres,
e entregasse o meu corpo para ser queimado,
se não tivesse amor, nada me aproveitaria.

           S. Paulo

Como âmbar junto ao almíscar
teu espírito se mesclou
junto com o meu espírito;
tudo que te alcança
também me alcança;
por isso tu és eu
e nada nos separa.

          Al Hallaj

Quão manso e amoroso
Acordas em meu seio
Onde em segredo só tu moras:
E em teu respirar gostoso,
De bens e glória cheio,
Quão delicadamente me enamoras!

          São João da Cruz

Tenho para ti, no mais recôndito do meu coração,
um segredo que não posso revelar,
um pensamento íntimo e oculto,
que eu jamais poderia traduzir em palavras.

          As Mil e Uma Noites

O que for a profundeza de teu ser, assim será teu desejo.
O que for o teu desejo, assim será tua vontade.
O que for a tua vontade, assim serão teus atos.
O que forem teus atos, assim será teu destino.

Brihadaranyaka Upanishad

Por meio da dor e da tristeza, a natureza recorda a alma que o prazer de que goza não é mais que uma débil indicação da verdadeira alegria da existência.

Cada sofrimento, cada tortura de nosso ser contém o segredo da chama de um êxtase em comparação ao qual nossos mais grandes gozos não são mais que brilhos vacilantes.

Este é o segredo que produz a atração da alma pelas grandes provas, os sofrimentos e as experências terríveis da vida, que nossa mente nervosa abomina e foge.

Sri Aurobindo

A angústia é uma constante no ser humano
e, no entanto, não é um estado justo.
É apenas uma mensagem de seu coração
indicando a possibilidade de uma existência mais ampla.

Paulo e Lauro Raful

O que você é na Verdade de seu Ser foi decretado de maneira incontestável, e nada nem ninguém pode impedi-lo de Ser; mas o caminho que seguirá para alcançá-lo foi deixado à sua livre escolha.

Mirra Alfassa

Os antigos diziam que o pavão era o devorador de serpentes e usava o veneno delas para obter as lindas cores de sua plumagem.
Como ele, procure transmutar as vicissitudes dos dias em qualidade interior, o veneno dos tempos em beleza do ser.

Paulo e Lauro Raful

Da alegria nasceram todos os seres;
pela alegria existem e crescem;
à alegria eles retornam.

Taittirya Upanishad

Ser o Eu superior que você de fato é
consiste no único meio de realizar a Beatitude que sempre foi sua.

Ramana Maharshi

Não se deixe afetar pelas aparências; elas são por si mesmas inofensivas.
Nós é que aceitamos ser feridos.

G. I. Gurdjieff

Mesmo quando estamos envolvidos em um grande aborrecimento,
a alegria de ser permanece.

Paulo e Lauro Raful

Aquele que não desenvolver uma estabilidade interna
estará sempre correndo atrás de prazeres vazios.

G. I. Gurdjieff

Em cada queda está implícita a possibilidade de nossa ampliação.
Cada adversidade que vencemos pode ser um degrau de progresso.

Paulo e Lauro Raful

Todo nascimento termina em morte.
Toda criação termina em dissolução,
Todo acúmulo termina em dispersão,
Tudo que parece real é transitório.
Perceber tudo isso é atrair a própria sorte!
Seja qual for a sua descendência,
Seja qual for a sua classe social
Use as circunstâncias da vida para atingir a Plenitude.

Tradição budista

O sofrimento é enviado para lembrar você de voltar seus pensamentos
para Aquilo que é real – para Deus que irá dar-lhe o consolo.

Anandamayi Ma

“Devemos fazer do erro uma porta por onde a verdade possa entrar”.

Sri Aurobindo

A começar pelas plantas e animais,
em toda parte onde existe vida, há amor.
Cada vida é uma representação de Deus.
Quem puder ver a representação,
verá Aquele que é representado.

Gurdjieff

O amor permite o surgimento de um novo olhar
que engloba os defeitos e qualidades da pessoa amada.

No encontro homem-mulher,
o som do amor só pode ser
ouvido a partir do silêncio.

O desapego é impossível para um amor passional;
É possível para o amor consciente.

Apenas você e o outro
Nada entre vocês,
Nenhum muro, nenhuma cortina.
Aí, sim, não há você e o outro,
Mas a unidade.

Nascer belo é fruto do destino ou da sorte,
mas tornar-se belo
é fruto de um empenho incansável!
Esforçar-se por tornar-se belo
é uma forma de Amar,
pois estamos oferecendo ao Amor
aquilo que ele mais procura.

Amar é olhar para a curiosa mistura de doce e amargo
existente no mundo com um sorriso de acolhimento.

O fluir da vida pode trazer
furacões, terremotos e outras calamidades,
mas, quando o Amor existe,
atravessamos todas elas
com um sentimento de invulnerabilidade.

Quando se ama,
mesmo as coisas mais difíceis,
nos parecem fáceis.

Aquele momento do encontro amoroso
em que temos a impressão
de que o tempo parou é o Agora.
Fica registrado para sempre,
não importa o que venha a acontecer.

Tudo está em constante transformação,
Só é permanente o amor no meu coração.

O orgasmo é um mergulho na amplidão do desconhecido
e aproxima-nos da vocação essencial do Amor
que é conduzir-nos à plenitude.

Paulo e Lauro Raful

Por excesso de bondade,
Ele fez um espelho próprio para refleti-Lo.
O espelho é o coração.
Teu coração deve ser um espelho brilhante e claro;
Olha nele e verás aí Sua imagem.

Enquanto alguns buscam esse amor
sempre antigo e sempre novo,
outros desejam dois óbolos
de dinheiro sonante do tesouro do mundo:
eles desconhecem o que possuem,
pedem uma gota de água
enquanto o Oceano está à sua disposição.

Farid ud-Din Attar

A Rabi´a perguntaram:
“O que é o amor?”
Ela respondeu:
“O amor veio da eternidade
e vai até a eternidade
e jamais foi encontrado,
nos setenta mil mundos,
quem dele tenha provado
sem absorver-se em Deus”.

Rabi´a Al-Adawwya

Se te afastas, eu morro;
se te aproximas, eu desfaleço.
E assim eu vivo em chamas
e me extingo em delírios.

Ao ritmo das batidas do meu coração,
tu embalastes sonhos estranhos ao meu amor,
enquanto meu coração e o meus olhos
derretiam do teu desejo.

Seu olhar!
Atravessar o fogo sem arder
não é coisa tão espantosa
como o seu olhar.

Ah! como são breves as horas do encontro e seus prazeres!
Ah! como são longos os dias de ausência!
Vem e toma-me pela mão.
Eis que meu corpo se incendiou de todo o ardor do meu desejo.
Vem, e não me digas para esquecer.

Minha alma! Eu guardei-te carinhosamente sob o calor do meu peito,
e tu me escapas para correr para aquele que é a causa dos meus sofrimentos!
Minhas lágimas, correi! Ah, também vós me saltais das pálpebras por causa do cruel! Apaixonadas lágrimas, também a vós tocou o amor do meu bem-amado!

Espalha para longe todas as mágoas do passado
e, sem sonhar com o futuro,
apanha este copo de onde se bebe o esquecimento,
ah!, embriaga-me totalmente!

Só de tocar sua mão,
todos os meus sentidos se aguçam e eu estremeço.
Como procederia eu, se visse o seu corpo,
no qual casam a limpidez da água e o ouro da luz?

Tua sombra,
queres estejas ausente ou próximo de mim
não me deixas nunca.
E minha língua, para alegria minha,
gosta de repetir teu nome, ó meu amor!

Os dias podem passar e o tempo correr,
mas jamais pode morrer o teu amor em meu coração.

Agora eu me dissolvo em chamas.
O teu rosto é o meu paraíso.
Vou morrer da minha sede ardente.
E no entanto os teus lábios poderiam me refrescar.

Mil e Uma Noites

As águas da torrente
jamais poderão apagar o amor,
nem os rios afogá-lo.

Coloque-me como selo sobre o teu coração,
como selo sobre o teu braço,
porque o Amor é forte como a morte.

Do Cântico dos Cânticos

Conheça alguns dos textos da série Falando de Amor:

I

É impossível estar vivo e não ter deveres e responsabilidades. Com freqüência, isso acaba tornando-se um peso desagradável. Passamos, então, a ver a vida como um fardo cansativo e a nos queixar desses encargos. Isso é muito triste, pois a vida começa a ser vista com os óculos cinzentos do enfado.

Mas existe, ao nosso alcance, outra possibilidade: a de fazermos tudo por amor. Agir, por amor, por gosto, é a única maneira de tornarmos a vida vibrante, estimulante, encantadora. Agir por amor permite ficarmos um pouco mais impermeáveis às tintas poluidoras da banalidade e agressividade da vida cotidiana. Portanto, ame fazer tudo o que tem de fazer simplesmente pelo amor de fazê-lo.

É claro que isso não cai do céu de uma hora para outra, mas se ouvirmos a boa notícia de que, aceitando a idéia de ver o Amor como um tônico estimulante e que põe cores em tudo o que toca, passaremos a pôr um pouco de amor em tudo o que fazemos. E tudo aquilo que fizer parte da nossa vida e não puder, de fato, ser amado, acabará afastando-se de nós.

“O Amor é a chave mestra que abre as portas da felicidade”

Anônimo

II

As nossas angústias e inseguranças obrigam-nos a tentar controlar as pessoas de quem gostamos. Essas mesmas dificuldades fazem-nos correr atrás da aprovação dos outros e a fugir da desaprovação.

Mas podemos tentar fazer a seguinte experiência: colocar de lado, conscientemente, esse tipo de atitude durante um dia inteiro. Muitos já tentaram fazer isso e conseguiram, por que, então, não haveríamos de poder?

Se nos dispusermos a fazer a experiência, ficando um pouco mais livres de nossas angústias, descobriremos que existe em nós uma parte extremamente digna de ser amada e apreciada. Descobriremos, assim, que essa parte profunda do que somos atrai o amor.

“O amor é o mágico, o feiticeiro que transforma as coisas sem valor em alegria e que cria nobres reis a partir da argila comum”.

Robert G. Ingersoll

I

O ser humano não vive sem Amor. Infelizmente, porém, esse sopro imprescindível, vindo das estrelas, chega até aqui e se mistura com a poluição que cerca nossa vida, transformando-se em combustível para disputas, conflitos, ódios e até crimes.

Apesar disso, às vezes, encontramos ou testemunhamos a possibilidade de um Amor feito de doação de si, de esquecimento de si mesmo, repleto de compaixão e generosidade. Esse Amor, flor colorida que emerge no asfalto cinzento das mesquinharias, tem grandeza, é amplo e eleva tudo o que toca.

Saber de sua existência, ainda que rara, mantém nossa esperança de Amor.

“O Amor é uma borboleta que, quando perseguida, fica longe do seu alcance, mas, se você permanecer sentado calmamente, ela poderá pousar em você”.

Nathaniel Hawthorne

II

Quando o Amor é mais verdadeiro, quando ele é, de fato, mais Amor, pode fazer coisas extraordinárias. Há verdadeiros milagres que podem ser feitos por esse Amor: vidas são elevadas, destinos transformados para melhor, vocações estimuladas, talentos enriquecidos. Um verdadeiro rastro luminoso é desenhado por ele.

No entanto, é indispensável que seja um Amor livre de mesquinharias, isto é, o mais puro possível: desinteressado, exigindo pouco e oferecendo muito, generoso sem pedir quase nada.

“O Amor está sempre disposto a acreditar em milagres”.

John Cowper Powys

Data: 19/2/2008

• Quando somos tomados pelo espírito do Amor, nos tornamos mais criativos. Essa criatividade é capaz de produzir obras de grande beleza e sabedoria. O poder de inventividade é encantador e nos dá a impressão de criarmos coisas a partir do nada. É como se a partir do ar invisível elaborássemos produtos concretos. Essa possibilidade enriquece todos ao nosso redor, pois traz um pouco da beleza do Céu para a Terra.

• Não sabemos de onde vem o espírito do Amor. Por isso, se não atrapalharmos, isto é, se não permitirmos que a posse e a insegurança se apoderem dele, com certeza ele crescerá e perfumará todos os aspectos de nossa vida.

• A essência do Amor é a comunicação. Cada um de nós, então, deve se perguntar: “O que estou comunicando às pessoas queridas?” Se não estivermos comunicando Amor, é porque não estamos vivenciando Amor. Só comunicamos aquilo que experimentamos! Se o Amor é, para nós, apenas um meio egoístico de obtermos alguns prazeres de que necessitamos, então, o que acreditamos ser Amor é algo bem pequenininho. O Amor que se comunica é um grande médico! É ele que saneia problemas, que cura defeitos e alivia o sofrimento.

• O espírito do Amor quer nos fazer conhecer a beleza. E onde está a beleza da agressividade, do ciúme, do oportunismo interesseiro, da necessidade de controlar, de cercear? Como aquilo que é feio, horrível mesmo, pode ser considerado parte daquilo cuja vocação essencial é o belo, cada vez mais belo?

No Amor verdadeiro, queremos o bem da outra pessoa; no Amor romântico, queremos a outra pessoa.

Margareth Anderson

Data: 20/1/2008
I

A fonte do amor, ou seja, o seu lugar de origem é um grande mistério. O Amor não tem origem na ilusão da paixão. Tampouco tem origem nos nossos hormônios. Na verdade, o Amor atravessa as mais diversas circunstâncias físicas e emocionais. Ele é como a luz que atravessa vidros de diferentes cores, mas a luz não tem origem nos vidros, e as cores que assume são apenas circunstanciais.

Por isso, toda vez que sentimos a presença do Amor em nós, podemos fazer uma pequena pausa e nos perguntarmos: De onde vem esse sentimento? E, então, iremos nos maravilhar com essa pergunta.

II

Tudo o que nos faz sentir certa resistência em relação à pessoa amada continuará incomodando-nos enquanto não decidirmos encarar a questão de frente, examinando-a com uma abertura inteligente e calorosa.

Quanto mais fugimos de um dado problema, mais nos enredamos nele. Quando decidimos aceitar o que nos incomoda, olhando o fato de frente, damos um passo decisivo para nos aproximarmos da pessoa querida.

Um amigo é aquele que sabe tudo a seu respeito e mesmo assim gosta de você.

PAULO A. S. RAFUL
LAURO DE A. S. RAFUL

Podemos cultivar a atitude amorosa em nossa vida. Sabendo disso, podemos mudar o nosso destino. De fato, uma atitude amorosa é capaz de transformar situações. Esse poder advém do fato de essa disposição afetiva nos aproximar de uma região calma e profunda dentro de nós mesmos, de uma região que é fonte de inteligência e criatividade.

Mas como cultivar praticamente uma disposição amorosa? Considere esta primeira sugestão: Crie alguma forma de beleza! Isso não é complicado. Por exemplo:

- Arrume um vaso de flores.

- Contemple um aspecto da natureza.

- Detenha-se diante de crianças pequenas brincando.

- Vá a um museu para admirar obras de arte.

- Ouça alguma música que toque o seu sentimento.

Muitas vezes, os nossos problemas nos angustiam terrivelmente. Mas, se pudermos estabelecer contato com o sentimento do belo, de uma forma mágica, ele nos ajudará.

O sentimento de beleza é um dos componentes mais importantes da atitude amorosa. Não é difícil atingi-lo! Basta praticar um pouco!

II


A maioria das pessoas não sabe que, em matéria de Amor, quanto mais dependentes nos mostramos, menos atraentes ficamos. Assim, a pessoa com quem estamos começa a nos ver, cada vez mais, como uma carga desagradável.

Por isso, se pudermos estabelecer uma relação de troca fértil e alimentadora, em vez de ficarmos com uma postura que incomoda o outro, conseguiremos elevar a relação a um patamar superior onde imperam a união e a alegria. Para isso, é necessário abrir mão de algo que aterroriza todo ser dependente: do medo de perder o outro. O que pode ajudar-nos a enfrentar esse dragão ameaçador é pensar que, se o outro tiver de partir, partirá, havendo ou não o medo de perdê-lo.

Além disso, é preciso saber que, quando não nos permitimos ficar agarrados aos pacotes que fomos comprando pelos caminhos da vida, ficamos com as mãos livres para atrair novas possibilidades, talvez muito melhores do que as anteriores.

Fique confiante! Acredite que coisas muito boas virão até você.

PAULO A. S. RAFUL
LAURO DE A. S. RAFUL

Imaturos e ingênuos que somos, pensamos que o Amor só acontece quando encontramos alguém muito especial ou quando acontece algo extraordinário que catalise esse sentimento. A causa disso é que reduzimos o Amor a uma de suas manifestações que é o apaixonar-se.

Apaixonar-se é episódico, é pontual. Já o Amor é uma disposição perene de ser e de estar. Amar é inerente ao fato de sermos humanos; faz parte do nosso DNA psíquico. No entanto, não compreendemos que essa disposição, com todo o seu valor, tem de ser deliberadamente cultivada, caso contrário, permanecerá atrofiada dentro de cada um de nós.

Desenvolvemos conhecimento, conquistamos diplomas, fazemos mestrados e doutorados, mas nunca ninguém nos disse que é possível aprender a Amar, a sermos amorosos.

Isso chega a soar estranho, não é? Parece não ser compatível com a vida contemporânea; parece ser ineficaz, inútil sob o ponto de vista “prático”. Na verdade o argumento de não-praticidade é uma das grandes armas da banalidade.

Mas, se intuirmos ser muito verdadeira a firmação de que o sentimento amoroso é o que pode dar muito mais cor à nossa vida, podemos começar a regar a semente do Amor que está dentro em cada um de nós. E devemos começar a fazê-lo AGORA! Sim, podemos e devemos olhar para a experiência dos outros, mas o caminho tem de ser percorrido por cada um de nós, que fará as suas próprias descobertas e o seu próprio percurso.

O Amor é um princípio universal! Se estivermos cientes disso, a nossa vida irá vivificar-se. Por outro lado, se ficarmos alheios a esse fato, a nossa vida irá debater-se inutilmente dentro de um labirinto cinzento.

Amar é maravilhar-se! Aquele que é incapaz de maravilhar-se está morto.  

PAULO A. S. RAFUL
LAURO DE A. S. RAFUL

Um dos componentes mais importantes do Amor é a entrega. Mas o que significa entregar-se? Entregar-se é homenagear a quem amamos; é não nos opormos inconsideradamente ao objeto do nosso Amor; é estarmos em conformidade com a pessoa amada; é nos sentirmos dançando com ela a cada encontro; é colocar o nosso coração à disposição dela; é brilharmos com o brilho da pessoa amada; é pensarmos no bem da pessoa amada. Quando não há entrega, não se pode falar em Amor.

II

O ressentimento, a mágoa, é o oposto do afeto. O pior ressentimento é o que está sempre justificando a razão de manter-se. A mágoa nos impede de avançarmos na vida como poderíamos. Sempre que se permanece ressentido com alguém ou alguma coisa, fica-se prisioneiro desse alguém ou dessa coisa. Por isso, em vez de permitir que suas energias sirvam de alimento ao ressentimento, tente dirigi-las para o afeto. Para isso, procure desenvolver o afeto deliberadamente, seja lá pelo que for: pelas flores, pelos animais, pela terra, pelo mar, etc. Não importa qual é o objeto do seu afeto, mas sim o efeito que o afeto produz em você, pois, libertando-o da caixa preta do ressentimento, ele irá ampliá-lo ilimitadamente, abrindo-lhe todas as possibilidades que lhe correspondem.

A mágoa nos coloca na prisão; o afeto nos faz pairar felizes sobre as paisagens da vida 

Se o coração humano não fosse suscetível ao Amor, estaríamos condenados a viver em um mundo pessoal fechado, a sermos satélites da auto-idolatria, reféns de um mundo frio e egoísta.

O Amor nos tira desse mundo fechado. Ele nos abre para que possamos nos oferecer e procurar a troca com as outras criaturas.

Assim, torna permeáveis as nossas muralhas defensivas, pois é da natureza do Amor a busca por proximidade e união.

O Amor pode nos tornar maiores do que nós mesmos.

II

A coisa mais importante no rio do relacionamento amoroso é a ponte entre as margens e não as margens em si, pois se construímos a ponte, estaremos unindo as duas margens.

Na medida em que construímos uma ponte em direção à pessoa amada, estaremos nos integrando com ela.

Por isso, o que realmente importa não é ficarmos defendendo a nossa margem no rio, mas construirmos uma ponte na direção de quem amamos.

Em matéria de Amor, mais vale ser um arquiteto do que um general briguento.

PAULO A. S. RAFUL
LAURO DE A. S. RAFUL

O verdadeiro Amor tem muitas formas de se manifestar, mas podemos precisar duas delas: a benevolência e a simpatia.

Benevolência significa ter bondade no coração, ser tolerante, generoso, mas, acima de tudo, benevolência é o impulso irresistível de buscar o bem da pessoa amada.

A simpatia contém em si a afeição, a dedicação, a ternura, o companheirismo, mas destaca-se principalmente por querer participar da vida da pessoa amada como se fosse a sua própria vida. Nesse sentido, a simpatia é o oposto do egocentrismo.

A benevolência e a simpatia são duas das múltiplas facetas desse brilhante inesgotável que é o Amor.

II

As carências e os problemas cotidianos afunilam a visão que temos do mundo e de nós mesmos. Aquele que sofre reduz-se ao tamanho do seu sofrimento.

A presença do Amor, seja do amor romântico, do amor por um ideal, por uma causa ou por qualquer outra coisa, produz o efeito contrário, pois alarga a nossa visão e o nosso sentimento. Portanto, abre em vez de fechar.

O Amor nos torna criativos. Podemos esclarecer o sentido de criatividade dizendo que ela produz um alargamento constante, terminando por englobar tudo. O ser humano é o único que tem a capacidade de ser criativo. Só o Amor nos torna verdadeiramente humanos.

Um coração seco nos apequena.

PAULO A. S. RAFUL
LAURO DE A. S. RAFUL
 

A maioria dos seres humanos confunde Amor com o instinto de apropriação, com o impulso de monopolizar. Entretanto, o verdadeiro sentimento de Amor é doador, livre de exigências e pleno de entrega. Ele não faz cobranças, não impõe condições, não negocia, nem permite perder-se no ciúme, na raiva ou no orgulho.

O retorno que esse sentimento nos proporciona é enorme, pois vivifica o nosso corpo, o nosso emocional e o nosso mental. O poder dele nos reconstrói.

Esse Amor nos envolve e nos conduz a horizontes insuspeitos. Não devemos acreditar no nosso lado racional que nos quer convencer, a todo custo, que isso é simplesmente utópico. O caminho que nos conduz gradualmente ao Amor verdadeiro se abre quando começamos a acreditar que ele, de fato, é possível.

II

É comum constatarmos que as nossas experiências amorosas deixaram marcas dolorosas, tornando-nos fechados e isolados.

A experiência que nos traumatiza nos impede de viver novas experiências. No entanto, é preciso compreender que esse fato produz um círculo vicioso: certo problema nos induz ao fechamento que, por sua vez, produz problemas.

Mas a boa notícia é que podemos nos curar desse círculo perverso. Em primeiro lugar, precisamos admitir que, por piores que sejam as nossas feridas, a nossa inata capacidade de amar continua indene.

Por isso, toda vez que você perceber que está se fechando, pare um pouco e projete a sua capacidade de Amar para o trauma que o marcou. Repita isso várias vezes, confiantemente. Verá então que, quando menos você esperar, terá a agradável surpresa de descobrir que a ferida desapareceu. Ela foi curada pelo calor amoroso que você descobriu dentro de si mesmo. Só, então, irá sentir-se livre para prosseguir com alegria o seu caminho na vida.

Uma relação sempre depende do outro; o Amor só depende de nós mesmos.

PAULO A. S. RAFUL
LAURO DE A. S. RAFUL
 

Na maior parte do tempo, o que chamamos de Amor não merece esse nome, pois é apenas o fruto de um terrível egocentrismo. Na verdade, as suas principais características são avidez e exigência sem fim. Se não consegue o que exige ou deseja, ou se imagina não estar sendo tratado de acordo com os seus méritos, acaba desaparecendo. Esse pseudo Amor vem sempre carregado de mal entendidos, ciúme, raiva, interpretações errôneas, mágoas e raiva. Esse tipo de “AMOR” é efêmero e não confiável, não podendo, pois, constituir o alicerce de uma vida saudável.

Se você se reconhecer no que foi dito acima, procure a coragem para dizer não a essa contrafacção do Amor. Largue isso, elimine esse veneno de sua vida!

O verdadeiro Amor traz consigo o florescimento da alegria, da união e da confiança. Ele deve ser a força motriz e o preenchimento de uma vida em ascensão.

II

É uma verdadeira bênção ser tocado pelo Amor! Quando somos abençoados por ele, sentimos que temos poder, pois tudo se torna possível. Antes de tudo, é possível beneficiar a pessoa amada. Em seguida, ungidos pelo sentimento amoroso, podemos distribuir mais energia, afeto e calor humano aos que vivem ao nosso redor. Essa é seguramente a maneira mais direta de transformarmos o mundo em que vivemos.

Ao sermos tocados pelo Amor, inauguramos um novo tipo de ecologia: a do sentimento.

PAULO A. S. RAFUL
LAURO DE A. S. RAFUL
 

I

O Amor, digno desse nome, é perene. Ele não depende de satisfações externas, pois tem suas raízes no que há de mais profundo em nosso ser. As condições externas não podem diminuí-lo, pois não são as causadoras do Amor. Ele existe por si mesmo e é fruto do que, em nós, é luminoso, solar e eterno. O Amor, digno desse nome, não é um comerciante que fica barganhando e fazendo exigências mesquinhas. Em vez disso, está sempre se movendo na direção de uma união profunda.

II

Em nossa interação com as outras pessoas, temos a tendência de nos basearmos no que ela disse ou deixou de dizer, no que ela fez ou deixou de fazer, em suma, em seus comportamentos. Embora isso seja compreensível, é possível começarmos a compreender que o comportamento das pessoas nem sempre é confiável. Assim, por exemplo, uma pessoa amedrontada tanto pode fugir como agredir ferozmente; uma pessoa que se sente culpada tanto pode encolher-se como tornar-se agressiva. Assim sendo, o que realmente importa é percebermos o sentimento que predomina no outro; é percebermos o que, de fato, essa pessoa está sentindo, e não nos embasarmos apenas no teatro externo que estamos presenciando. Quando, em vez de nos fixarmos em intermináveis discussões do tipo “Você fez isso” ou “Você deixou de fazer aquilo”, focalizamos o sentimento real que cada um de nós tem em relação ao outro e o sentimento que o outro tem em relação a nós, torna-se possível criar uma ponte entre nós e o outro. É somente através dessa ponte verdadeira que o Amor, se existe, pode passar.

O sentimento é real ao passo que o comportamento nem sempre é verdadeiro.

PAULO A. S. RAFUL
LAURO DE A. S. RAFUL
 

I

Amor é ampliação!
Amar é expandir-se!
O Amor é uma árvore sem limites de crescimento!

O texto abaixo é um testemunho dessas afirmações. Leia-o com atenção!

O ser humano é parte do todo que chamamos “Universo”, uma parte limitada pelo tempo e espaço. Ele se experimenta, experimenta seus pensamentos e sentimentos, como algo separado do resto – uma espécie de ilusão ótica de sua consciência. Essa ilusão é uma prisão para nós, pois nos restringe a desejos pessoais e a uma afeição voltada para poucas pessoas mais próximas. Nossa tarefa deve ser libertar-nos dessa prisão, ampliando nosso círculo de compaixão para abarcar todas as criaturas vivas e a totalidade da natureza em sua beleza.

Albert Einstein


II

Quem se esforça por dominar e tiranizar o outro em uma relação dita amorosa o faz dirigido por alguma forma de medo. Sem dúvida, essa atitude ditatorial pode assumir diversas formas, algumas muito dissimuladas, na tentativa de fazer com que ninguém o perceba. Por exemplo, é possível dominar completamente o outro, fazendo o papel de coitado, de carente, de bonzinho.

O medo que leva à necessidade de controlar o outro tem origem no lado infantil do ser humano. Por isso, se alguém estiver tentando controlá-lo, procure dar segurança à criança que ainda vive dentro dessa pessoa. Seja compreensivo e lhe dê apoio para que ela cresça e amadureça. Se, entretanto, isso for impossível, se aquela pessoa não quiser agir como adulta, talvez seja melhor procurar novos rumos.

Se, por outro lado, você estiver tentando dominar alguém, procure verificar de onde vem o medo que o está envolvendo. Talvez você consiga falar sobre ele ou compreender melhor as suas causas, localizando as suas raízes. De qualquer maneira, você terá um ganho enorme ao sentir menos medo do seu medo!

O Amor harmoniza e une! A tirania não é própria do Amor!

PAULO A. S. RAFUL
LAURO DE A. S. RAFUL
 

I

Amor é expansão! O estado amoroso é sempre novo, pois olha o mundo de forma renovada. É, pois, de sua natureza ser transformador. Assim, o que era aparentemente impossível torna-se possível; o difícil fica fácil; o escuro torna-se luminoso.

Quando somos tocados pelo estado amoroso, ocorre uma expansão da consciência. Por conseguinte, a tristeza é expulsa e o medo abandonado, fazendo aparecer em seu lugar uma alegria antes desconhecida.

Mas todos nós temos dificuldade em compreender que não é possível alguém nos dar o Amor, porque, na verdade, ele nunca deixou de estar sempre aí, disponível, no íntimo de nós mesmos. O Amor está constantemente pronto a manifestar-se se oferecermos as condições necessárias à sua fluidez. A principal dessas condições é a abertura de coração. Abrir o coração significa nos afastarmos deliberadamente dos estados crônicos de mal-humor e de tristeza.

Tente realizar essa condição! Você pode!

II

A angústia que experimentamos ao querer controlar a pessoa amada é, no fundo, uma tentativa de nos protegermos. Mas o que vai ocorrer, na prática, é que isso fará aumentar ainda mais o medo de sermos magoados.

Devemos, pois, nos perguntar: “O que, em nós, teme ser ferido?” E a única resposta plausível é: a nossa auto-imagem, a auto-importância exagerada.

Pouco a pouco, porém, vamos compreendendo que somos, na verdade, algo muito maior do que tudo que procuramos proteger, algo muito mais sólido e real que as imagens fantasiosas que insistimos em manter para nós mesmos.

A luz do Amor só pode nos alcançar quando começamos a nos livrar da auto-adoração crônica.

PAULO A. S. RAFUL
LAURO DE A. S. RAFUL
 

I

Todo ser humano nasce com a capacidade de Amar. Por isso, Amar é algo perfeitamente natural. Sabemos que a mãe não precisa aprender a amar o seu bebê, nem ele a ela, pois isso acontece espontaneamente.

Bem, se essa afirmação é verdadeira, o que aconteceu conosco? Se o potencial para Amar nos é mais inerente que a própria respiração, como foi e por que foi que nos tornamos o que somos hoje, ou seja, duros, secos e isolados, mesmo quando estamos em família, ou junto de nossa etnia ou de nossa religião? Por que somos hoje defensivos, agressivos, inamistosos e mal-humorados?

É muito importante nos colocarmos diante dessas questões, porque, quando o fazemos, começamos a perceber que temos a obrigação de REDESCOBRIR aquilo que esquecemos, mas que faz parte do nosso âmago: a nossa capacidade de Amar.

A boa notícia é que fomos nós que nos afastamos dessa capacidade e não ela que se afastou de nós. Ela está aqui e agora à nossa espera. Sim, o agora é o tempo em que essa capacidade vive. Por isso, sempre que quiser reencontrá-la, saia de sua mania de ruminar o passado e de preocupar-se com o futuro. Se você se dispuser a fazer isso, subitamente entreverá a magnífica disposição de Amar.

II

Por trás de toda atitude defensiva existe um esforço para nos protegermos de alguma dor antiga. Por isso, sempre que você se surpreender nessa atitude, procure compreender que se defender não impedirá a velha dor de continuar existindo e, ainda por cima, impedirá que coisas boas cheguem até você.

É uma pena que, por causa de um passado que não existe mais, sempre perdemos as novas oportunidades que a vida nos oferece.

Defender dores antigas impede o Amor de chegar até nós!

PAULO A. S. RAFUL
LAURO DE A. S. RAFUL
 

I

Se tivermos um olhar penetrante, iremos perceber que tudo o que fazemos está baseado na procura pelo Amor. Viver sem alguma forma de Amor significa apenas sobreviver. Isso porque, se não for movida pelo Amor, a nossa vida perde o seu significado.

Não estamos aqui apenas nos referindo ao amor romântico! O Amor, em sentido amplo, pode tomar um número ilimitado de formas como a de amor por uma causa, pela própria família, por uma vocação, por um país, por uma religião e assim por diante. Compreendido dessa forma, vemos o Amor como uma força que nos impulsiona a encontrar o nosso destino e que faz com que todas as possibilidades, que pressentimos existir em nosso ser, se realizem.

Por termos uma visão muito estreita de tudo, pensamos que o Amor nos pertence quando, na verdade, ele não nos pertence de forma alguma, isto é, ele não é pessoal. Na verdade, ele é uma imensa força universal que a tudo move e dá sentido.

Abrir os olhos para essa realidade é começar a ver o Amor em tudo o que existe.

II

Lembre-se sempre de que a tentativa de controlar a pessoa amada não traz felicidade. Ao contrário, ela só aumenta a intensidade da guerra que se trava para dominá-la.

Essa guerra nos afasta cada vez mais do Amor, conduzindo-nos, inevitavelmente, ao desprezo e ao ódio.

PAULO A. S. RAFUL
LAURO DE A. S. RAFUL
 

Textos

Há um meio de prolongar a vida?

"Pergunta: Há um meio de prolongar a vida?

Resposta: Podemos encontrar, em certas escolas, diferentes teorias sobre o prolongamento da vida. Há numerosos sistemas relacionados com esse assunto. Existem até pessoas extravagantes que ainda acreditam na existência de um elixir da vida.
Vou explicar, esquematicamente, como compreendo a questão.
Eis aqui um relógio. Sabem que há diferentes modelos de relógio. O meu tem uma corda prevista para funcionar vinte e quatro horas. Após esse tempo, ele pára. Relógios de outro tipo podem funcionar uma semana, um mês, talvez até um ano. O mecanismo é sempre calculado para um tempo determinado. Tal qual foi fabricado pelo relojoeiro, assim permanece.
Talvez tenham notado que os relógios têm um regulador. Se este for deslocado, o relógio poderá andar mais lentamente ou mais depressa. Se o levantarmos, a corda poderá se distender muito rapidamente e, embora ajustada para funcionar vinte e quatro horas, se esgotará em três ou quatro minutos. Por outro lado, o meu relógio poderia, do mesmo modo, andar lentamente durante uma semana ou um mês, apesar do seu mecanismo ter sido calculado para vinte e quatro horas.
Somos semelhantes a um relógio. O nosso sistema de funcionamento é preestabelecido. Cada homem tem várias espécies de cordas. De acordo com a hereditariedade, o sistema difere. Por exemplo, um mecanismo pode ter sido previsto para durar setenta anos. Quando a corda está acabando, a vida também está chegando ao seu fim. O mecanismo de outro homem pode ter sido calculado para durar cem anos; é como se tivesse sido fabricado por outro artesão. E, em alguns outros, a corda pode durar apenas uma semana.
Desse modo, cada homem tem um tempo de vida que lhe é próprio. Não podemos mudar o nosso sistema. Cada um de nós permanece tal qual foi criado. A duração da vida não pode ser mudada; se a corda está distendida, é o fim.
A duração da vida já está determinada no nascimento; é pura imaginação pensar em poder mudar alguma coisa nela. Para mudar algo, seria preciso mudar tudo: a hereditariedade, nosso pai, nossa avó... É tarde demais para isso.
Embora o nosso mecanismo não possa ser modificado artificialmente, é possível, no entanto, prolongar a vida. Disse que, em vez de vinte e quatro horas, a corda poderia trabalhar por uma semana. Ou então inversamente: uma corda calculada para funcionar cinqüenta anos pode se desenrolar em cinco ou seis anos.
Em cada homem há uma corda principal, que é o seu mecanismo. O desenrolamento dessa corda corresponde às nossas impressões e associações.
Possuímos, por outro lado, duas ou três espirais, tanto quanto cérebros (*). Os cérebros correspondem a essas cordas. Por exemplo, o nosso pensamento é uma dessas cordas. As nossas associações mentais têm certa duração definida.
Pensar é como desenrolar o fio de uma bobina. Cada bobina comporta determinado comprimento de fio. Quando penso, o fio se desenrola. A minha bobina tem um fio de cinqüenta metros, a de outra pessoa cem. Hoje gastei dois metros, amanhã gastarei outro tanto, e quando os cinqüenta metros chegarem ao fim, a minha vida também terminará. O comprimento do fio não pode ser mudado.
Mas, assim como uma corda projetada para funcionar vinte e quatro horas pode se desenrolar em dez minutos, do mesmo modo a vida pode se esgotar rapidamente. A única diferença é que comumente o relógio tem apenas uma corda, ao passo que o homem tem várias. A cada centro corresponde uma corda de comprimento diferente. Quando uma das suas cordas para, o homem pode continuar vivendo. Por exemplo, o seu sistema de pensamento foi calculado para durar setenta anos, o do seu sentimento para quarenta. Depois dos quarenta anos, esse homem continuará vivendo, mas sem sentimento.
No entanto, o desenrolamento da corda pode ser acelerado ou retardado. Não se pode desenvolver nada nesse terreno; a única coisa que é possível fazer é economizar.
O tempo é proporcional ao fluxo das associações; ele é relativo. Para compreender isso, lembre-se, por exemplo, disto: você está sentado calmamente em casa; acredita que esteve sentado cinco minutos, mas o relógio lhe prova que se passou uma hora. Noutra ocasião, está esperando alguém na rua; fica irritado porque a pessoa não chega. Você pensa que está ali há uma hora, enquanto não se passaram cinco minutos. A razão disso é que, durante esse tempo, teve muitas associações. Pensava: "Por que ela não chega? Será que foi atropelada por um carro ? " E, assim, sucessivamente.
Quanto mais você se concentra, mais curto lhe parece o tempo. Uma hora pode passar despercebida, pois, se você se concentra, tem muito poucas associações, muito poucos pensamentos, muito poucos sentimentos.
O tempo é subjetivo, depende das associações. Quando você está sentado, sem concentração, o tempo lhe parece longo. Exteriormente o tempo não existe; só existe para nós interiormente.
Nos outros centros, as associações se desenrolam exatamente como no centro do pensamento. O segredo para prolongar a vida está em ser capaz de consumir a energia dos nossos centros lentamente e sempre de modo intencional.
Aprenda a pensar conscientemente. Isso permite uma economia no gasto da energia. Não sonhe."

Gurdjieff fala a seus alunos (pg. 125 a 127)

(*) Na linguagem do ensinamento de Gurdjieff, o ser humano possui primariamente três centros ou cérebros, responsáveis pelas seguintes funções:

1) O pensamento (ou o intelecto).
2) O sentimento (ou as emoções).
3) A função motora (todo o trabalho externo do organismo, o movimento no espaço, etc).

No desenvolvimento de suas explanações, ele coloca mais dois centros ou cérebros, responsáveis pelas seguintes funções

4) A função instintiva (todo o trabalho interno do organismo).
5) O sexo (função dos dois princípios, masculino e feminino, em todas as suas manifestações).

Por fim acrescenta que, além desses cinco centros ou cérebros, existe, no ser humano, dois outros centros responsáveis por funções, para as quais a linguagem corrente não tem nome e que aparecem somente nos estados superiores de consciência: uma, a função emocional superior, que aparece no estado de consciência de si, e outra, a função intelectual superior, que aparece no estado de consciência objetiva.

(**) Exemplos de como o fluxo de associações consome a energia dos centros pode ser visto no trecho abaixo:

"Gastamos sempre mais energia do que a necessária, utilizando músculos de que não precisamos, deixando os nossos pensamentos darem voltas e reagindo demais com os nossos sentimentos. Relaxem os músculos; só utilizem os que são necessários, mantenham os seus pensamentos em reserva e só expressem os seus sentimentos quando quiserem. Não se deixem afetar pelas aparências; elas são por si mesmas inofensivas. Nós é que aceitamos ser feridos."

"Um trabalho duro é um investimento de energia que rende. O uso consciente da energia é um investimento que dá lucro; o seu uso automático é um esbanjamento inútil."

Gurdjieff fala a seus alunos (pg. 118)

A Busca Interior

"Saia à noite, sob um vasto céu estrelado, e levante os olhos para esses milhões de mundos acima da sua cabeça. Em cada um deles provavelmente formigam bilhões de seres semelhantes a você, talvez de constituição superior. Olhe a Via Láctea. A Terra não pode sequer ser chamada de grão de areia nessa infinidade. Ela se dissolve, desaparece e, com ela, você também. Onde está você? Quem é você? Que quer você? Aonde quer ir? O que você empreende não será pura loucura?
Diante de todos esses mundos, interrogue-se sobre suas metas e suas esperanças, suas intenções e seus meios de realizá-las, sobre o que pode ser exigido de você, e pergunte a si mesmo até que ponto está preparado para responder a essas perguntas.
Espera-o uma viagem longa e difícil; você se dirige a um lugar estranho e desconhecido. O caminho é infinitamente longo. Você não sabe se poderá descansar nem onde isso será possível. Deve prever o pior. Leve consigo tudo que for necessário para a viagem.
Trate de não se esquecer de nada, porque depois será muito tarde para reparar o erro: você não terá tempo de voltar para buscar o que tiver esquecido. Avalie suas forças. São suficientes para toda a viagem? Quando é que você poderá partir?
Lembre-se de que quanto mais tempo passar a caminho, mais provisões precisará carregar, o que retardará proporcionalmente a sua marcha e alongará até a duração dos preparativos. E cada minuto é precioso. Uma vez que decidiu partir, por que perder tempo?
Não conte com a possibilidade de voltar. Essa experiência poderia lhe custar muito caro. O guia só se comprometeu a conduzi-lo; não é obrigado a reconduzi-lo. Você será abandonado a si mesmo e ai de você se fraquejar ou perder o caminho; jamais poderá voltar. E, mesmo que o reencontre, fica a pergunta: você voltará são e salvo?
Desventuras de toda espécie espreitam o viajante solitário que não conhece bem o caminho, nem as regras de conduta que ele impõe. Convença-se de que a sua vista tem a propriedade de lhe apresentar os objetos distantes como se estivessem próximos. Iludido quanto à proximidade da meta para a qual você se encaminha, cego por sua beleza e ignorando a medida de suas próprias forças, você não se dará conta dos obstáculos que estão no caminho; não verá as múltiplas valetas que atravessam a senda.
Numa pradaria verde, juncada de flores deslumbrantes, o mato espesso oculta um profundo precipício. É muito fácil tropeçar e cair nele, se seus olhos não estão fixos em cada passo que está dando.
Não se esqueça de concentrar toda a atenção no que o cerca de perto. Não se ocupe com metas distantes, se não quiser cair no precipício.
Entretanto, não se esqueça da sua meta. Lembre-se dela sem cessar e mantenha vivo o seu ardor por atingi-la, para não perder a direção certa. E, tendo partido, esteja atento; o que você atravessou ficou para trás e não tornará a se apresentar: o que não observou num momento dado, não o observará nunca mais.
Não seja curioso demais e não perca tempo com o que atrai a sua atenção, mas não vale a pena. O tempo é precioso e não deve ser desperdiçado com coisas sem relação direta com a sua meta.
Lembre-se de onde está e por que está ali.
Não se poupe e lembre-se de que jamais qualquer esforço é feito em vão.
E agora pode iniciar a caminhada."

Gurdjieff fala a seus alunos

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Sobre o amor e a Solidão Krishnamurti, J. Editora Cultrix
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