Grupo Gurdjieff São Paulo
Artigo Tradicional

A REPETIÇÃO DO NOME DIVINO

Se colocar madeira molhada sobre um braseiro, ela perderá, pouco a pouco, a sua umidade. Da mesma forma, o espírito de frivolidade acaba ressecando-se no homem que repete o santo Nome de Deus e que encontra Nele seu refúgio. Quem diz a si mesmo que pensará em Deus apenas quando o seu apego às coisas terrestres tiver terminado jamais será capaz de fazê-lo, pois esse momento nunca chegará.

Conscientemente ou não, em qualquer estado em que nos encontremos, se invocarmos o Nome de Deus, nos beneficiaremos do mérito dessa invocação. O homem que vai voluntariamente banhar-se em um rio, o que é obrigado a fazê-lo e o que é borrifado com água durante o sono - os três adquirem o benefício do banho.

A um instrutor religioso, que entendia ser o Nome de Deus suficiente para conduzir à Realização divina, o Mestre respondeu: “Sim, sem dúvida, repetir o santo Nome é muito eficaz, mas seria suficiente fazê-lo sem Amor? A alma deve ter sede de Deus. De que me adianta repetir o Seu Nome se permito ao meu espírito fixar-se na ‘mulher e no ouro’?”

O homem torna-se imortal quando cai em uma tina de néctar, não importando o modo como ele cai. O que nela tomba após várias práticas religiosas torna-se imortal da mesma forma que o que foi para ela empurrado. Consciente ou inconscientemente, ou até mesmo por engano, se pronunciar o Nome do Senhor, obterá o mérito dessas palavras.

Quando cremos no poder do santo Nome de Deus e nos sentimos dispostos a repeti-lo constantemente, não há necessidade de discernimento, nem de exercícios piedosos de nenhum tipo. Todas as dúvidas são aplacadas, o espírito torna-se puro e o próprio Deus é realizado pelo poder de Seu santo Nome.