Grupo Gurdjieff São Paulo

Ciência de Viver


I - Atitudes: Construindo o destino

“Só aquele que se devota a uma causa com toda sua força e sua alma pode ser um verdadeiro mestre. Por essa razão, a mestria exige tudo de uma pessoa”.
Albert Einstein

É muito estimulante este segredo que Einstein nos oferece como a chave para termos uma vida plena e bem sucedida, porque coloca em nossas mãos nosso próprio destino.

De fato, se nascemos envolvidos por circunstâncias que não escolhemos e que muitas vezes são desfavoráveis, na medida em que, como Einstein nos revela, buscarmos no fundo do nosso ser as forças que certamente ali existem, somadas a uma garra inquebrantável, poderemos nos tornar mestres de nossa própria sorte.

Portanto, se não tivermos receio de nos dedicarmos ao nosso projeto com todas as nossas energias, não teremos mais o que se pode chamar de bom ou mau destino, pois teremos algo melhor: realizaremos nosso próprio destino, aquele que construímos com nossas próprias mãos.

“Podemos construir para nós mesmos um belo destino Construindo o destino”.
Paulo e Lauro Raful

II - A atitudes: As lições da vida

“A vida é uma sucessão de lições que precisam ser vividas, para serem compreendidas”.
Ralph Waldo Emerson

Encarar toda e qualquer situação da vida como parte do currículo de uma escola de aperfeiçoamento contínuo é a mais brilhante das atitudes que podemos desenvolver.

A partir dela, nos reconciliamos com a própria vida, pois encaramos os momentos mais difíceis, os mais ásperos e dolorosos, como lições que visam nos tornar seres humanos mais amplos e de melhor qualidade.

Se pudermos manter a atitude de aprendiz, nos tornando estudantes inteligentes diante de qualquer circunstância que a vida exigir, cresceremos sempre, tanto na alegria como na dor.

Com isso, mesmo sendo alunos continuamente, nos tornaremos também mestres, ou seja, mestres do ato de viver.

Paulo e Lauro Raful
CONVITE

Todas as segundas-feiras, das 18h45 às 19h30, o Grupo Gurdjieff São Paulo oferece um ciclo de estudos sobre atitudes, que conjuga exposição de idéias sobre esse importante tema com práticas de Meditação. A entrada é gratuita.

Falar com Osvaldo no telefone 3864-1670, de segunda a sexta-feira, das 9h30 ao meio-dia.


Data: 14/4/2009

Ciência de Viver


I - Atitudes diante da necessidade

Estar vivo implica ter necessidades. As necessidades são impositivas, inescapáveis. Por isso, é fundamental aprender a lidar com elas. Aqui vão alguns fundamentos práticos para isso:

(1): É preciso cultivar a paciência, pois, se existem necessidades que conseguimos satisfazer rapidamente, muitas outras exigem que saibamos esperar.

(2): Saber esperar exige perseverança, capacidade de não desistir, de não desanimar.

(3): Devemos compreender que certas necessidades exigem que acumulemos méritos por muito tempo.

(4): Outras cobram de nós que nos fortaleçamos.

(5): Outras ainda que nos transformemos.

(6): E não se esqueça de cultivar sempre a autoconfiança, a firmeza e a consciência.

Seguindo este cardápio, cedo ou tarde a maioria de nossas necessidades será satisfeita e, para nosso alívio, algumas delas perderão completamente a importância.

“Aprenda a lidar com as necessidades sem se deixar arrastar por elas”.
Paulo e Lauro Raful

II - A atitude de educar-se e de educar os outros

Educar-se é ter permanentemente a sua disposição uma fonte de água pura e cristalina. A sede de conhecer, de saber, de compreender deveria ser sempre estimulada, apoiada, pois ela torna os homens verdadeiramente humanos.

Na medida em que bebemos das águas do conhecimento, elas podem, por nosso intermédio, se alargar, crescer, tornar-se um grande rio fluente que irá nutrir um incontável número de seres humanos.

Na verdade, quem se educa acaba educando os outros, pois é levado a beneficiar seus semelhantes de várias maneiras. Por isso, educar-se é não apenas nobre, mas necessário, imprescindível mesmo. É também uma forma de retribuirmos à humanidade o que dela recebemos.

Paulo e Lauro Raful

Data: 15/3/2009

Ciência de Viver


I - A felicidade

“Lembre-se diariamente que não há caminho para a felicidade;
pelo contrário, a felicidade é o caminho”.
Anônimo

Acreditamos, equivocadamente, que a felicidade é um estado que alcançaremos um dia, caso aconteçam algumas coisas que desejamos. Com essa atitude, vivemos tensos todos os dias de nossa vida, lutando para obter o passaporte para a felicidade.

E a experiência nos mostra que os que tiveram a chance de realizar aquilo com que sonhavam logo se desiludiram e recomeçaram a procurar a felicidade em alguma outra quimera.

Na verdade, a felicidade é um estado de espírito, uma disposição interior. É uma atitude diante da vida, do imenso privilégio de estar vivo. É o agradecimento que se faz diariamente por poder participar da vida neste planeta que é tão belo, embora, muitas vezes, tão desafiador.

Felicidade é gostar de sorrir, é ser grato por existir. É, pois, um estado interior que pode ser cultivado diariamente. Só depende de sua atitude!

II - Não pense negativamente

Não invista sua energia na idéia de crises e infortúnios. Em vez disso, perceba que há, neste planeta, inúmeras possibilidades de progresso, e que são praticamente inesgotáveis. Existe, ao nosso redor, um poço sem fundo de novas idéias, que estão a nossa espera. Por isso, pense “progresso”, “prosperidade”, “possibilidades”. Fazendo isso, você naturalmente acessará a criatividade que dormita no fundo do seu ser.

III - A autoimportância é um problema

Todos nós temos de procurar encontrar nosso valor específico como indivíduos que somos. Isso é humano e natural. Mas é errado confundir essa atitude com a autoimportância.

A autoimportância é uma força insaciável, pois está sempre exigindo que tenhamos mais poder, mais prestígio, mais fama, mais dinheiro, mais afeto, ou seja, mais tudo. Além disso, a autoimportância nos isola dos demais sem percebê-lo, pois nos convence de que somos superiores a todos, fazendo-nos viver uma ficção dolorosa e estéril.

Dessa forma, vivemos em conflito com tudo e com todos, pois vemos em tudo uma ameaça em potencial a nossa autoimportância.

Se refletirmos sobre isso, estaremos preparando terreno para que ela se torne menos tirana em nossa vida. Se acrescentarmos a essa visão o fato de podermos fazer decrescer dentro de nós o medo de não termos valor, nosso processo de libertação avançará a passos largos.

“Nade liberto e feliz entre os obstáculos da vida”.
Paulo e Lauro Raful


Paulo e Lauro Raful

Data: 13/2/2009

Ciência de Viver


I - Saber qual é a medida justa

Saber qual é a medida justa para cada coisa, para cada situação, para cada ato é uma qualidade importantíssima. Precisamos colocar limites no que precisa ser limitado, abrir o que precisa ser aberto, atravessar as dificuldades da vida sem ser derrotado ou seriamente machucado.

A medida justa tem, portanto, duas faces: por um lado precisamos refrear os excessos e, por outro, abrir possibilidades. Nesse sentido, podemos nos comparar a um carro que precisa ter breque, mas precisa também ter acelerador.

Se praticarmos essa atitude, poderemos atravessar melhor qualquer crise que se apresente.

II - Ser capaz de se por de acordo

O acordo entre pessoas é a base do sucesso para qualquer iniciativa.

Estar de acordo é o segredo da empresa bem sucedida, do casamento estável, do empreendimento artístico de sucesso e de muitas outras coisas. Estar de acordo fará superar todas as dificuldades que um casal obrigatoriamente encontrará na vida ou que uma empresa terá de enfrentar.

Por isso, se pudermos desenvolver essa atitude em nós mesmos, se pudermos ser aquele que sempre procura estar de acordo, seremos estimados e valorizados de forma extraordinária.

“Colocar-se de acordo com as pessoas e com a natureza é ficar em harmonia com o Todo”.
Paulo e Lauro Raful

III - A busca do progresso

“Nunca desencoraje quem faz progressos contínuos,
não importando quão lentamente o faça”.
Platão

A busca constante do progresso, do aperfeiçoamento, de uma melhor qualidade é o segredo para estarmos mais vivos a cada novo dia.

Quando não temos essa atitude como força motora, estamos estagnados sem percebê-lo. Por sermos humanos, somos dotados de uma capacidade de desenvolvimento ilimitada, em múltiplas direções.

Se ignorarmos esse fato, limitando-nos a uma repetição mecânica de velhos atos monótonos, se nos deixarmos acomodar na “mesmice”, perderemos o brilho do olhar, pois estaremos perdendo o sabor de estar vivo. Andaremos e nos moveremos, mas não estaremos vivos de fato.

IV - As três faces da vida

“As mentes pequenas são subjugadas e vencidas pelos infortúnios, mas as grandes mentes erguem-se acima deles”. Washington Irving

O fluir da vida nos oferece, basicamente, três cenários: infortúnios, momentos de boa-sorte e fases neutras. Cada um de nós passa, necessariamente, por coisas desagradáveis, agradáveis ou neutras.

Se compreendermos esse fato com clareza, ou seja, que a Grande Dama chamada Vida tem três faces, os momentos difíceis ─ as chamadas crises ─ terão um impacto muito menos doloroso sobre nós.

É fundamental que isso fique bem claro em nossa inteligência, pois a inteligência é a principal arma do ser humano. Armados dessa compreensão, ou seja, de que os cenários da vida se alternam para TODOS os seres humanos, poderemos nos elevar acima dos acontecimentos e continuarmos nosso caminho, seja ele qual for.

Paulo e Lauro Raful

Data: 14/1/2009

Ciência de Viver


I - A atitude do essencial

De tempo em tempo, é muito útil, para nosso bem-estar, nos examinarmos com cuidado, para podermos discernir o que é realmente essencial em nós do que nos veio por intermédio do processo de educação, ou seja, pelos condicionamentos a que fomos submetidos.

Desse ponto de vista, podemos dizer que temos dois lados: um que nos é inerente, e, portanto, genuíno, e outro que nos foi implantado de fora. O processo de nos implantarem algo é normal e universal. A grande vantagem, porém, de nos tornarmos adultos é que adquirimos a capacidade de olhar para nós mesmos a fim de perceber o que nos foi imposto por esse processo e o que é genuinamente nosso.

Se exercitarmos esse olhar, pouco a pouco iremos distinguindo melhor o que de fato desejamos do que nos foi ensinado que deveríamos desejar; o que de fato pensamos em contraposição ao que todos pensam ao nosso redor; começamos a distinguir o que de fato amamos do que nos foi ensinado a amar; o que de fato somos daquilo que dizem que somos.

Se praticarmos a atitude de olhar para nós mesmos, iremos, pouco a pouco, abandonando tudo o que não nos pertence. E isso nos tornará imensamente livres!

II - A atitude que pode nos levar à abundância

Se formos capazes de trabalhar com intensidade e, ao mesmo tempo, refinar nossa inteligência, cedo ou tarde a abundância e a riqueza virão até nós. Em outras palavras, precisamos cultivar, ao mesmo tempo, a nossa força e a nossa luz.

Desenvolver a inteligência implica aprender a distinguir o verdadeiro do falso, o necessário do supérfluo, o certo do errado, o justo do injusto.

Desenvolver a força significa não permitir que nossa energia de progresso degenere em avidez destemida; que nosso natural anseio por coisas boas não decaia em prazeres descontrolados; que nosso empenho em avançar não destrua nosso caráter.

Se buscarmos essa atitude e a abundância vier nos beneficiar, poderemos dar o próximo passo que é manter a riqueza adquirida. Nessa etapa, é decisivo saber distinguir o que é real do que é apenas aparência.

III - A atitude não conflituosa

Podemos agir cotidianamente a partir de uma atitude belicosa, conflituosa, sem ao menos percebê-lo. Isso é muito comum entre as pessoas e é mais fácil notar essa atitude nos outros do que em nós mesmos. Vale, pois, a pena nos examinar para detectar esse tipo de disposição, escondida subterraneamente em nós mesmos.

O fato é que uma atitude mais harmônica nos torna mais descontraídos, mais leves, mais agradáveis e o mundo ao nosso redor reage a isso de forma muito positiva.

Estar em conflito é estar rígido. Estar em harmonia é estar relaxado. A disposição conflituosa é carrancuda enquanto a harmônica é sorridente.

Podemos optar pela melhor disposição, mas, se não percebermos nossas atitudes subjacentes, como poderemos optar?

IV - A atitude de lidar com os obstáculos

Sempre existirão obstáculos em nosso caminho, por isso, é decisivo aprender a lidar com eles.

Para isso, o primeiro passo consiste em sermos capazes de prevê-los, se não todos, pelo menos alguns deles. O fato de prevermos aumenta nossa força e diminui o impacto desagradável que uma oposição sempre nos causa.

O segundo passo consiste em não batermos de frente contra as barreiras. É preciso respeitá-las e contorná-las.

O terceiro passo consiste em sabermos quando agir contra aquilo que está opondo-se e quando devemos prudentemente nos retirar da situação.

O último passo consiste em ficarmos preparados para jamais desistir totalmente de nosso intento, apoiados na convicção de que a perseverança faz milagres.

“Se tivermos a força e a clareza necessárias, enfrentaremos
com sabedoria os obstáculos que a vida nos impõe”.
Paulo e Lauro Raful


Paulo e Lauro Raful