Histórias de Pedro Malazartes

Solte o gato!

Havia outrora um velho homem irado e pretensioso que nunca se divertira, e que jamais deixaria nem mesmo o seu gato sair para divertir-se. Até que, um dia, decidiu ir a Los Angeles. Antes de partir, recomendou ao zelador que mantivesse o gato preso. Chegando a Los Angeles, envolveu-se em um grande caso de amor que o transportou, de acontecimento em acontecimento, sobre asas de alegria.

Após uma semana, enviou um fax a seu zelador dizendo: “Estou me divertindo para valer! Solte o gato!”

A opção

Um velho índio descrevia certa vez seu conflito interno:
- Dentro de mim existem dois cachorros, um cruel e mal, o outro muito bom e dócil. Os dois estão sempre lutando...
Então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga. O sábio índio parou, refletiu e respondeu:
- Aquele que eu alimentar.

Quem alimenta o ódio ateia fogo ao próprio coração.

Macacos

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro haviam posto uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Cada vez que um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ameaçava subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas. Passado algum tempo, nenhum macaco se atrevia a subir a escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi tentar subir a escada; foi rapidamente retirado pelos outros, que bateram nele. Depois de algumas surras, o novo integrante desistiu de tentar subir. A seguir, um segundo macaco foi substituído e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra no novato. Sucessivamente, foram substituídos o terceiro, o quarto e o quinto veteranos, repetindo-se sempre o fato. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, apesar de nunca terem tomado uma ducha de água fria, continuavam a espancar aquele que tentasse apanhar as bananas. Se fosse possível perguntar por que batiam naquele que tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: “Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...”.

“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.” (Albert Einstein)