Data: 17/8/2008
O Pastor e os Carneiros
Um pastor, levando o rebanho a um carvalhal, viu um carvalho frondoso carregado de bolotas. Estendendo a manta no chão, galgou os ramos e sacudiu os frutos. Os carneiros, depois de devorarem as bolotas, comeram também a manta. O pastor, quando desceu e viu o que acontecera, exclamou:
─ Malditos animais! Vocês dão a lã que os protege a todo mundo, e a mim, que lhes dou de comer, me deixam nu.
MORAL: Há homens assim: dão tudo aos que nada dão para eles, e nada aos que tudo dão.
Data: 18/7/2008
A Raposa e a Cauda Uma raposa, que teve sua cauda cortada numa armadilha, julgou não mais poder viver daquele modo vergonhoso. Resolveu, por isso, que seria melhor induzir as outras raposas a fazerem o mesmo, visando esconder, na desgraça geral, a própria inferioridade.
Após ter convocado suas congêneres, exortou-as a cortarem a própria cauda, alegando que o rabo era não só um apêndice inconveniente, mas também um peso inútil.
Uma das raposas, porém, tomando a palavra, disse: “Ó camarada, se isso não fosse algo de seu interesse, não nos teria dado esse conselho”.
MORAL: "Esta fábula aplica-se a todos os que aconselham o próximo baseados no próprio interesse e não na benevolência".
Data: 18/6/2008
A Raposa e o Macaco Uma raposa e um macaco, caminhando juntos, discutiam sobre a sua nobreza. Enquanto cada um deles expunha suas idéias, chegaram a um cemitério. O macaco, olhando aquilo, começou a suspirar. A raposa perguntou-lhe a causa de seus suspiros e o macaco, apontando para as lápides, disse:
─ Como não chorar diante das estelas funerárias dos libertos e dos escravos de meus pais?
Ao que a raposa respondeu:
─ Oh! Você pode mentir tranqüilamente! De fato, nenhum deles vai levantar-se para desmenti-lo.
MORAL: Assim também, entre os homens, os mentirosos se vangloriam quando não há ninguém para contestá-los.
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