Data: 1/6/2007
Nunca perca o equilíbrio quando
alguma circunstância exterior estiver
pressionando-o, pois elas vêm e vão
como nuvens perseguidas pela brisa.
Instale-se, pois, firmemente sobre a
rocha de sua existência imutável e
eterna.
Data: 21/5/2007
Com certeza, não sou este mundo
exterior que posso perceber como
algo inerte. Nem sou o corpo criado a
partir de uma única célula de
esperma, que parece “viver” pelo
mais breve dos momentos no rio do
tempo. Não sou, pois, a forma, nem o
nome, que é apenas um som, um
movimento no ar desprovido de
qualquer existência independente.
Nem eu poderia ser a experiência de
qualquer dos outros órgãos dos
sentidos como o tato, o paladar, a
visão ou o olfato. O que fica então?
Fica a paz além de qualquer
pensamento! Posso apenas Ser essa
paz que está além de todos os
conceitos e conceituações.
Data: 15/5/2007
Você é livre! Por que, então, diz
sentir-se preso e estar procurando
pela liberdade? Como o númeno
absoluto, você é infinito. Assim sendo,
por que sentir-se preso e quem o
estaria prendendo? Você não está
confinado ao corpo. Se o corpo está
morto ou vivo, na verdade, não deve
ser motivo de preocupação para você.
A relação entre o corpo e você é a
mesma que existe entre a nuvem e o
vento, ou o lótus e a abelha. O vento
torna-se um com o espaço quando a
nuvem desaparece; a abelha voa pelo
espaço quando o lótus murcha. A
morte não afeta quem é a própria
Consciência. A causa de sua miséria é
a sua identificação com o corpo como
uma entidade separada.
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