Alegria

Alegria: crianças em Ilhabela

Os cartões virtuais possuem mensagens sobre o amor e a alegria que foram tirados de grandes mestres do passado e contemporâneos. Conheça abaixo todos os nossos cartões virtuais, o envio é gratuito.

Convite:
Todas as segundas-feiras, das 18h45 às 19h30, a Escola Gurdjieff São Paulo oferece um ciclo de estudos gratuito, que conjuga exposição de idéias com práticas de meditação. Participe!

Escola Gurdjieff São Paulo
Rua Augusta, nº 2192, Piso Superior
São Paulo - SP
Tel: (11) 3864-1670
(Situada a 500 metros da estação de metrô Consolação na avenida Paulista)

Amor
Sabedoria
Fotos: Robert Werner/www.guiapassaport.com.br Plínio Bordin/www.fotomundo.com.br
  Alex Uchoa/www.pbase.com/alexuchoa Akiwas/akiwas@akiwas.com.br
  Rosenildo Souza/rsmorro@gmail.com Mireia/to.mireia@gmail.com
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Frases de cartões virtuais sobre a alegria:

Por meio da dor e da tristeza, a natureza recorda a alma que o prazer de que goza não é mais que uma débil indicação da verdadeira alegria da existência.

Sri Aurobindo

Da alegria nasceram todos os seres;
pela alegria existem e crescem;
à alegria eles retornam.

Taittirya Upanishad

Alegria: Foto do Cânion da Fumacinha na Chapada Diamantina

Mesmo quando estamos envolvidos em um grande aborrecimento,
a alegria de ser permanece.

Paulo e Lauro Raful

Quando um homem sofre, ele sente somente auto-piedade.
Mas não é assim com um homem real.
Um homem real também sente algumas vezes alegria, alegria real;
mas, quando ele também sente um sofrimento real, ele não tenta para isso no seu ser.
Ele aceita isso, porque ele sabe que é próprio ao homem.

Gurdjieff

Os sábios, realizando pela meditação o Eu infinito,
além de toda percepção,
escondido na caverna do coração,
deixam a dor e o prazer para trás.
Os que sabem que não são o corpo nem a mente,
mas o Eu imemorável,
o divino princípio da existência,
encontram a fonte de toda felicidade
e vivem plenamente em alegria.

Katha Upanishad

Tua sombra,
queres estejas ausente ou próximo de mim
não me deixas nunca.
E minha língua, para alegria minha,
gosta de repetir teu nome, ó meu amor!

Mil e Uma Noites

Lenda de amor

Conta  uma lenda  que,  no princípio do mundo,  quando Deus  decidiu
criar a mulher,  descobriu que  havia esgotado  todos  os materiais  sólidos  no
homem.
            Diante dessa dificuldade  e  depois de  profunda meditação,  fez o se-
guinte: tomou a redondeza da Lua,  as curvas suaves das ondas,  a  terna ade-
rência de uma planta trepadeira,  o trêmulo movimento das folhas, a magreza
da palmeira,  a cor delicada das flores, o olhar amoroso da corça, a alegria do
raio de sol e as gotas de pranto das nuvens,  a inconstância do vento e a fide-
lidade do cão, a modéstia do lírio e a vaidade do pavão, a suavidade da pluma
do cisne e a dureza do diamante,  a doçura da pomba  e a crueldade do tigre,
o ardor do fogo e a frieza da neve.  Com essa mistura de ingredientes tão de-
siguais, criou a mulher e deu-a ao homem.
            Depois de uma semana, o homem veio e Lhe disse:
            - "Senhor,  a criatura que me destes me faz infeliz: quer toda a minha
atenção, nunca me deixa sozinho, fala sem parar, chora sem motivo, diverte-
se fazendo-me sofrer  e  estou vindo  devolvê-la  porque não posso viver com
ela !"
            - "Está bem", respondeu Deus, e tomou a mulher de volta.
            Passou outra semana, o homem voltou e Lhe disse:
            - "Senhor,  estou muito solitário  desde que devolvi  a criatura  que fi-
zestes para mim. Ela cantava e brincava ao meu lado,  olhava-me com ternura
e seu olhar era uma carícia,  ria e seu riso era música, era formosa e suave ao
tato. Devolva-me, porque não posso viver sem ela !"
            - "Está bem", disse o Criador. E a devolveu.
            Mas,  três dias depois,  o homem voltou e disse: -"Senhor,  eu não sei.
Eu não consigo explicar,  mas depois de toda esta minha experiência com esta
criatura,  cheguei à conclusão que ela  me causa mais problemas  do que  pra-
zer. Peço-lhe, tomá-la de novo ! Não consigo viver com ela !"
            O Criador respondeu:
            - "Mas também não pode viver sem ela."
            E virou as costas para o homem e continuou o seu trabalho.
            O homem desesperado disse:
            - "Como é que eu vou fazer ?  Não consigo viver com ela e não consigo
viver sem ela."
            - "Achei que,  com as tentativas,  você já tivesse descoberto,  respon-
deu então Deus.

            Amor é um sentimento a ser aprendido: é tensão e satisfação. É dese-
jo e hostilidade. É alegria e dor. Um não existe sem o outro. A felicidade é a-
é apenas uma parte  integrante do amor.  Isto é o que deve  ser aprendido.  O
sofrimento também  pertence  ao amor.  Este é o grande mistério do amor.  A
sua própria beleza  e  o seu  próprio  fardo.  Em todo o esforço que se realiza
para o aprendizado do amor é preciso considerar sempre a doação e o sacrifí-
cio ao lado da satisfação e da alegria.  A pessoa terá sempre que abdicar algu-
ma coisa para possuir  ou  ganhar uma outra coisa.  Terá que desembolsar algo
para obter  um bem maior  e  melhor para sua felicidade.  É como plantar uma
árvore frente  a  uma janela.  Ganha sombra,  mas perde  uma parte da paisa-
gem. Troca o silêncio pelo gorjeio da passarada ao amanhecer. É preciso con-
siderar tudo isto quando nos dispomos a enfrentar o aprendizado do amor".

Textos

Há um meio de prolongar a vida?

"Pergunta: Há um meio de prolongar a vida?

Resposta: Podemos encontrar, em certas escolas, diferentes teorias sobre o prolongamento da vida. Há numerosos sistemas relacionados com esse assunto. Existem até pessoas extravagantes que ainda acreditam na existência de um elixir da vida.
Vou explicar, esquematicamente, como compreendo a questão.
Eis aqui um relógio. Sabem que há diferentes modelos de relógio. O meu tem uma corda prevista para funcionar vinte e quatro horas. Após esse tempo, ele pára. Relógios de outro tipo podem funcionar uma semana, um mês, talvez até um ano. O mecanismo é sempre calculado para um tempo determinado. Tal qual foi fabricado pelo relojoeiro, assim permanece.
Talvez tenham notado que os relógios têm um regulador. Se este for deslocado, o relógio poderá andar mais lentamente ou mais depressa. Se o levantarmos, a corda poderá se distender muito rapidamente e, embora ajustada para funcionar vinte e quatro horas, se esgotará em três ou quatro minutos. Por outro lado, o meu relógio poderia, do mesmo modo, andar lentamente durante uma semana ou um mês, apesar do seu mecanismo ter sido calculado para vinte e quatro horas.
Somos semelhantes a um relógio. O nosso sistema de funcionamento é preestabelecido. Cada homem tem várias espécies de cordas. De acordo com a hereditariedade, o sistema difere. Por exemplo, um mecanismo pode ter sido previsto para durar setenta anos. Quando a corda está acabando, a vida também está chegando ao seu fim. O mecanismo de outro homem pode ter sido calculado para durar cem anos; é como se tivesse sido fabricado por outro artesão. E, em alguns outros, a corda pode durar apenas uma semana.
Desse modo, cada homem tem um tempo de vida que lhe é próprio. Não podemos mudar o nosso sistema. Cada um de nós permanece tal qual foi criado. A duração da vida não pode ser mudada; se a corda está distendida, é o fim.
A duração da vida já está determinada no nascimento; é pura imaginação pensar em poder mudar alguma coisa nela. Para mudar algo, seria preciso mudar tudo: a hereditariedade, nosso pai, nossa avó... É tarde demais para isso.
Embora o nosso mecanismo não possa ser modificado artificialmente, é possível, no entanto, prolongar a vida. Disse que, em vez de vinte e quatro horas, a corda poderia trabalhar por uma semana. Ou então inversamente: uma corda calculada para funcionar cinqüenta anos pode se desenrolar em cinco ou seis anos.
Em cada homem há uma corda principal, que é o seu mecanismo. O desenrolamento dessa corda corresponde às nossas impressões e associações.
Possuímos, por outro lado, duas ou três espirais, tanto quanto cérebros (*). Os cérebros correspondem a essas cordas. Por exemplo, o nosso pensamento é uma dessas cordas. As nossas associações mentais têm certa duração definida.
Pensar é como desenrolar o fio de uma bobina. Cada bobina comporta determinado comprimento de fio. Quando penso, o fio se desenrola. A minha bobina tem um fio de cinqüenta metros, a de outra pessoa cem. Hoje gastei dois metros, amanhã gastarei outro tanto, e quando os cinqüenta metros chegarem ao fim, a minha vida também terminará. O comprimento do fio não pode ser mudado.
Mas, assim como uma corda projetada para funcionar vinte e quatro horas pode se desenrolar em dez minutos, do mesmo modo a vida pode se esgotar rapidamente. A única diferença é que comumente o relógio tem apenas uma corda, ao passo que o homem tem várias. A cada centro corresponde uma corda de comprimento diferente. Quando uma das suas cordas para, o homem pode continuar vivendo. Por exemplo, o seu sistema de pensamento foi calculado para durar setenta anos, o do seu sentimento para quarenta. Depois dos quarenta anos, esse homem continuará vivendo, mas sem sentimento.
No entanto, o desenrolamento da corda pode ser acelerado ou retardado. Não se pode desenvolver nada nesse terreno; a única coisa que é possível fazer é economizar.
O tempo é proporcional ao fluxo das associações; ele é relativo. Para compreender isso, lembre-se, por exemplo, disto: você está sentado calmamente em casa; acredita que esteve sentado cinco minutos, mas o relógio lhe prova que se passou uma hora. Noutra ocasião, está esperando alguém na rua; fica irritado porque a pessoa não chega. Você pensa que está ali há uma hora, enquanto não se passaram cinco minutos. A razão disso é que, durante esse tempo, teve muitas associações. Pensava: "Por que ela não chega? Será que foi atropelada por um carro ? " E, assim, sucessivamente.
Quanto mais você se concentra, mais curto lhe parece o tempo. Uma hora pode passar despercebida, pois, se você se concentra, tem muito poucas associações, muito poucos pensamentos, muito poucos sentimentos.
O tempo é subjetivo, depende das associações. Quando você está sentado, sem concentração, o tempo lhe parece longo. Exteriormente o tempo não existe; só existe para nós interiormente.
Nos outros centros, as associações se desenrolam exatamente como no centro do pensamento. O segredo para prolongar a vida está em ser capaz de consumir a energia dos nossos centros lentamente e sempre de modo intencional.
Aprenda a pensar conscientemente. Isso permite uma economia no gasto da energia. Não sonhe."

Gurdjieff fala a seus alunos (pg. 125 a 127)

(*) Na linguagem do ensinamento de Gurdjieff, o ser humano possui primariamente três centros ou cérebros, responsáveis pelas seguintes funções:

1) O pensamento (ou o intelecto).
2) O sentimento (ou as emoções).
3) A função motora (todo o trabalho externo do organismo, o movimento no espaço, etc).

No desenvolvimento de suas explanações, ele coloca mais dois centros ou cérebros, responsáveis pelas seguintes funções

4) A função instintiva (todo o trabalho interno do organismo).
5) O sexo (função dos dois princípios, masculino e feminino, em todas as suas manifestações).

Por fim acrescenta que, além desses cinco centros ou cérebros, existe, no ser humano, dois outros centros responsáveis por funções, para as quais a linguagem corrente não tem nome e que aparecem somente nos estados superiores de consciência: uma, a função emocional superior, que aparece no estado de consciência de si, e outra, a função intelectual superior, que aparece no estado de consciência objetiva.

(**) Exemplos de como o fluxo de associações consome a energia dos centros pode ser visto no trecho abaixo:

"Gastamos sempre mais energia do que a necessária, utilizando músculos de que não precisamos, deixando os nossos pensamentos darem voltas e reagindo demais com os nossos sentimentos. Relaxem os músculos; só utilizem os que são necessários, mantenham os seus pensamentos em reserva e só expressem os seus sentimentos quando quiserem. Não se deixem afetar pelas aparências; elas são por si mesmas inofensivas. Nós é que aceitamos ser feridos."

"Um trabalho duro é um investimento de energia que rende. O uso consciente da energia é um investimento que dá lucro; o seu uso automático é um esbanjamento inútil."

Gurdjieff fala a seus alunos (pg. 118)

A Busca Interior

"Saia à noite, sob um vasto céu estrelado, e levante os olhos para esses milhões de mundos acima da sua cabeça. Em cada um deles provavelmente formigam bilhões de seres semelhantes a você, talvez de constituição superior. Olhe a Via Láctea. A Terra não pode sequer ser chamada de grão de areia nessa infinidade. Ela se dissolve, desaparece e, com ela, você também. Onde está você? Quem é você? Que quer você? Aonde quer ir? O que você empreende não será pura loucura?
Diante de todos esses mundos, interrogue-se sobre suas metas e suas esperanças, suas intenções e seus meios de realizá-las, sobre o que pode ser exigido de você, e pergunte a si mesmo até que ponto está preparado para responder a essas perguntas.
Espera-o uma viagem longa e difícil; você se dirige a um lugar estranho e desconhecido. O caminho é infinitamente longo. Você não sabe se poderá descansar nem onde isso será possível. Deve prever o pior. Leve consigo tudo que for necessário para a viagem.
Trate de não se esquecer de nada, porque depois será muito tarde para reparar o erro: você não terá tempo de voltar para buscar o que tiver esquecido. Avalie suas forças. São suficientes para toda a viagem? Quando é que você poderá partir?
Lembre-se de que quanto mais tempo passar a caminho, mais provisões precisará carregar, o que retardará proporcionalmente a sua marcha e alongará até a duração dos preparativos. E cada minuto é precioso. Uma vez que decidiu partir, por que perder tempo?
Não conte com a possibilidade de voltar. Essa experiência poderia lhe custar muito caro. O guia só se comprometeu a conduzi-lo; não é obrigado a reconduzi-lo. Você será abandonado a si mesmo e ai de você se fraquejar ou perder o caminho; jamais poderá voltar. E, mesmo que o reencontre, fica a pergunta: você voltará são e salvo?
Desventuras de toda espécie espreitam o viajante solitário que não conhece bem o caminho, nem as regras de conduta que ele impõe. Convença-se de que a sua vista tem a propriedade de lhe apresentar os objetos distantes como se estivessem próximos. Iludido quanto à proximidade da meta para a qual você se encaminha, cego por sua beleza e ignorando a medida de suas próprias forças, você não se dará conta dos obstáculos que estão no caminho; não verá as múltiplas valetas que atravessam a senda.
Numa pradaria verde, juncada de flores deslumbrantes, o mato espesso oculta um profundo precipício. É muito fácil tropeçar e cair nele, se seus olhos não estão fixos em cada passo que está dando.
Não se esqueça de concentrar toda a atenção no que o cerca de perto. Não se ocupe com metas distantes, se não quiser cair no precipício.
Entretanto, não se esqueça da sua meta. Lembre-se dela sem cessar e mantenha vivo o seu ardor por atingi-la, para não perder a direção certa. E, tendo partido, esteja atento; o que você atravessou ficou para trás e não tornará a se apresentar: o que não observou num momento dado, não o observará nunca mais.
Não seja curioso demais e não perca tempo com o que atrai a sua atenção, mas não vale a pena. O tempo é precioso e não deve ser desperdiçado com coisas sem relação direta com a sua meta.
Lembre-se de onde está e por que está ali.
Não se poupe e lembre-se de que jamais qualquer esforço é feito em vão.
E agora pode iniciar a caminhada."

Gurdjieff fala a seus alunos

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