Alegria

Alegria: crianças em Ilhabela

Os cartões virtuais possuem mensagens sobre o amor e a alegria que foram tirados de grandes mestres do passado e contemporâneos. Conheça abaixo todos os nossos cartões virtuais, o envio é gratuito.

Convite:
Todas as segundas-feiras, das 18h45 às 19h30, a Escola Gurdjieff São Paulo oferece um ciclo de estudos gratuito, que conjuga exposição de idéias com práticas de meditação. Participe!

Escola Gurdjieff São Paulo
Rua Augusta, nº 2327, Edificio 1
São Paulo - SP
Tel: (11) 3864-1670
(Situada a 500 metros da estação de metrô Consolação na avenida Paulista)

Amor
Sabedoria
Fotos: Robert Werner/www.guiapassaport.com.br Plínio Bordin/www.fotomundo.com.br
  Alex Uchoa/www.pbase.com/alexuchoa Akiwas/akiwas@akiwas.com.br
  Rosenildo Souza/rsmorro@gmail.com Mireia/to.mireia@gmail.com
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Frases de cartões virtuais sobre a alegria:

Por meio da dor e da tristeza, a natureza recorda a alma que o prazer de que goza não é mais que uma débil indicação da verdadeira alegria da existência.

Sri Aurobindo

Da alegria nasceram todos os seres;
pela alegria existem e crescem;
à alegria eles retornam.

Taittirya Upanishad

Alegria: Foto do Cânion da Fumacinha na Chapada Diamantina

Mesmo quando estamos envolvidos em um grande aborrecimento,
a alegria de ser permanece.

Paulo e Lauro Raful

Quando um homem sofre, ele sente somente auto-piedade.
Mas não é assim com um homem real.
Um homem real também sente algumas vezes alegria, alegria real;
mas, quando ele também sente um sofrimento real, ele não tenta para isso no seu ser.
Ele aceita isso, porque ele sabe que é próprio ao homem.

Gurdjieff

Os sábios, realizando pela meditação o Eu infinito,
além de toda percepção,
escondido na caverna do coração,
deixam a dor e o prazer para trás.
Os que sabem que não são o corpo nem a mente,
mas o Eu imemorável,
o divino princípio da existência,
encontram a fonte de toda felicidade
e vivem plenamente em alegria.

Katha Upanishad

Tua sombra,
queres estejas ausente ou próximo de mim
não me deixas nunca.
E minha língua, para alegria minha,
gosta de repetir teu nome, ó meu amor!

Mil e Uma Noites

Lenda de amor

Conta  uma lenda  que,  no princípio do mundo,  quando Deus  decidiu
criar a mulher,  descobriu que  havia esgotado  todos  os materiais  sólidos  no
homem.
            Diante dessa dificuldade  e  depois de  profunda meditação,  fez o se-
guinte: tomou a redondeza da Lua,  as curvas suaves das ondas,  a  terna ade-
rência de uma planta trepadeira,  o trêmulo movimento das folhas, a magreza
da palmeira,  a cor delicada das flores, o olhar amoroso da corça, a alegria do
raio de sol e as gotas de pranto das nuvens,  a inconstância do vento e a fide-
lidade do cão, a modéstia do lírio e a vaidade do pavão, a suavidade da pluma
do cisne e a dureza do diamante,  a doçura da pomba  e a crueldade do tigre,
o ardor do fogo e a frieza da neve.  Com essa mistura de ingredientes tão de-
siguais, criou a mulher e deu-a ao homem.
            Depois de uma semana, o homem veio e Lhe disse:
            - "Senhor,  a criatura que me destes me faz infeliz: quer toda a minha
atenção, nunca me deixa sozinho, fala sem parar, chora sem motivo, diverte-
se fazendo-me sofrer  e  estou vindo  devolvê-la  porque não posso viver com
ela !"
            - "Está bem", respondeu Deus, e tomou a mulher de volta.
            Passou outra semana, o homem voltou e Lhe disse:
            - "Senhor,  estou muito solitário  desde que devolvi  a criatura  que fi-
zestes para mim. Ela cantava e brincava ao meu lado,  olhava-me com ternura
e seu olhar era uma carícia,  ria e seu riso era música, era formosa e suave ao
tato. Devolva-me, porque não posso viver sem ela !"
            - "Está bem", disse o Criador. E a devolveu.
            Mas,  três dias depois,  o homem voltou e disse: -"Senhor,  eu não sei.
Eu não consigo explicar,  mas depois de toda esta minha experiência com esta
criatura,  cheguei à conclusão que ela  me causa mais problemas  do que  pra-
zer. Peço-lhe, tomá-la de novo ! Não consigo viver com ela !"
            O Criador respondeu:
            - "Mas também não pode viver sem ela."
            E virou as costas para o homem e continuou o seu trabalho.
            O homem desesperado disse:
            - "Como é que eu vou fazer ?  Não consigo viver com ela e não consigo
viver sem ela."
            - "Achei que,  com as tentativas,  você já tivesse descoberto,  respon-
deu então Deus.

            Amor é um sentimento a ser aprendido: é tensão e satisfação. É dese-
jo e hostilidade. É alegria e dor. Um não existe sem o outro. A felicidade é a-
é apenas uma parte  integrante do amor.  Isto é o que deve  ser aprendido.  O
sofrimento também  pertence  ao amor.  Este é o grande mistério do amor.  A
sua própria beleza  e  o seu  próprio  fardo.  Em todo o esforço que se realiza
para o aprendizado do amor é preciso considerar sempre a doação e o sacrifí-
cio ao lado da satisfação e da alegria.  A pessoa terá sempre que abdicar algu-
ma coisa para possuir  ou  ganhar uma outra coisa.  Terá que desembolsar algo
para obter  um bem maior  e  melhor para sua felicidade.  É como plantar uma
árvore frente  a  uma janela.  Ganha sombra,  mas perde  uma parte da paisa-
gem. Troca o silêncio pelo gorjeio da passarada ao amanhecer. É preciso con-
siderar tudo isto quando nos dispomos a enfrentar o aprendizado do amor".

Textos

Há um meio de prolongar a vida?

"Pergunta: Há um meio de prolongar a vida?

Resposta: Podemos encontrar, em certas escolas, diferentes teorias sobre o prolongamento da vida. Há numerosos sistemas relacionados com esse assunto. Existem até pessoas extravagantes que ainda acreditam na existência de um elixir da vida.
Vou explicar, esquematicamente, como compreendo a questão.
Eis aqui um relógio. Sabem que há diferentes modelos de relógio. O meu tem uma corda prevista para funcionar vinte e quatro horas. Após esse tempo, ele pára. Relógios de outro tipo podem funcionar uma semana, um mês, talvez até um ano. O mecanismo é sempre calculado para um tempo determinado. Tal qual foi fabricado pelo relojoeiro, assim permanece.
Talvez tenham notado que os relógios têm um regulador. Se este for deslocado, o relógio poderá andar mais lentamente ou mais depressa. Se o levantarmos, a corda poderá se distender muito rapidamente e, embora ajustada para funcionar vinte e quatro horas, se esgotará em três ou quatro minutos. Por outro lado, o meu relógio poderia, do mesmo modo, andar lentamente durante uma semana ou um mês, apesar do seu mecanismo ter sido calculado para vinte e quatro horas.
Somos semelhantes a um relógio. O nosso sistema de funcionamento é preestabelecido. Cada homem tem várias espécies de cordas. De acordo com a hereditariedade, o sistema difere. Por exemplo, um mecanismo pode ter sido previsto para durar setenta anos. Quando a corda está acabando, a vida também está chegando ao seu fim. O mecanismo de outro homem pode ter sido calculado para durar cem anos; é como se tivesse sido fabricado por outro artesão. E, em alguns outros, a corda pode durar apenas uma semana.
Desse modo, cada homem tem um tempo de vida que lhe é próprio. Não podemos mudar o nosso sistema. Cada um de nós permanece tal qual foi criado. A duração da vida não pode ser mudada; se a corda está distendida, é o fim.
A duração da vida já está determinada no nascimento; é pura imaginação pensar em poder mudar alguma coisa nela. Para mudar algo, seria preciso mudar tudo: a hereditariedade, nosso pai, nossa avó... É tarde demais para isso.
Embora o nosso mecanismo não possa ser modificado artificialmente, é possível, no entanto, prolongar a vida. Disse que, em vez de vinte e quatro horas, a corda poderia trabalhar por uma semana. Ou então inversamente: uma corda calculada para funcionar cinqüenta anos pode se desenrolar em cinco ou seis anos.
Em cada homem há uma corda principal, que é o seu mecanismo. O desenrolamento dessa corda corresponde às nossas impressões e associações.
Possuímos, por outro lado, duas ou três espirais, tanto quanto cérebros (*). Os cérebros correspondem a essas cordas. Por exemplo, o nosso pensamento é uma dessas cordas. As nossas associações mentais têm certa duração definida.
Pensar é como desenrolar o fio de uma bobina. Cada bobina comporta determinado comprimento de fio. Quando penso, o fio se desenrola. A minha bobina tem um fio de cinqüenta metros, a de outra pessoa cem. Hoje gastei dois metros, amanhã gastarei outro tanto, e quando os cinqüenta metros chegarem ao fim, a minha vida também terminará. O comprimento do fio não pode ser mudado.
Mas, assim como uma corda projetada para funcionar vinte e quatro horas pode se desenrolar em dez minutos, do mesmo modo a vida pode se esgotar rapidamente. A única diferença é que comumente o relógio tem apenas uma corda, ao passo que o homem tem várias. A cada centro corresponde uma corda de comprimento diferente. Quando uma das suas cordas para, o homem pode continuar vivendo. Por exemplo, o seu sistema de pensamento foi calculado para durar setenta anos, o do seu sentimento para quarenta. Depois dos quarenta anos, esse homem continuará vivendo, mas sem sentimento.
No entanto, o desenrolamento da corda pode ser acelerado ou retardado. Não se pode desenvolver nada nesse terreno; a única coisa que é possível fazer é economizar.
O tempo é proporcional ao fluxo das associações; ele é relativo. Para compreender isso, lembre-se, por exemplo, disto: você está sentado calmamente em casa; acredita que esteve sentado cinco minutos, mas o relógio lhe prova que se passou uma hora. Noutra ocasião, está esperando alguém na rua; fica irritado porque a pessoa não chega. Você pensa que está ali há uma hora, enquanto não se passaram cinco minutos. A razão disso é que, durante esse tempo, teve muitas associações. Pensava: "Por que ela não chega? Será que foi atropelada por um carro ? " E, assim, sucessivamente.
Quanto mais você se concentra, mais curto lhe parece o tempo. Uma hora pode passar despercebida, pois, se você se concentra, tem muito poucas associações, muito poucos pensamentos, muito poucos sentimentos.
O tempo é subjetivo, depende das associações. Quando você está sentado, sem concentração, o tempo lhe parece longo. Exteriormente o tempo não existe; só existe para nós interiormente.
Nos outros centros, as associações se desenrolam exatamente como no centro do pensamento. O segredo para prolongar a vida está em ser capaz de consumir a energia dos nossos centros lentamente e sempre de modo intencional.
Aprenda a pensar conscientemente. Isso permite uma economia no gasto da energia. Não sonhe."

Gurdjieff fala a seus alunos (pg. 125 a 127)

(*) Na linguagem do ensinamento de Gurdjieff, o ser humano possui primariamente três centros ou cérebros, responsáveis pelas seguintes funções:

1) O pensamento (ou o intelecto).
2) O sentimento (ou as emoções).
3) A função motora (todo o trabalho externo do organismo, o movimento no espaço, etc).

No desenvolvimento de suas explanações, ele coloca mais dois centros ou cérebros, responsáveis pelas seguintes funções

4) A função instintiva (todo o trabalho interno do organismo).
5) O sexo (função dos dois princípios, masculino e feminino, em todas as suas manifestações).

Por fim acrescenta que, além desses cinco centros ou cérebros, existe, no ser humano, dois outros centros responsáveis por funções, para as quais a linguagem corrente não tem nome e que aparecem somente nos estados superiores de consciência: uma, a função emocional superior, que aparece no estado de consciência de si, e outra, a função intelectual superior, que aparece no estado de consciência objetiva.

(**) Exemplos de como o fluxo de associações consome a energia dos centros pode ser visto no trecho abaixo:

"Gastamos sempre mais energia do que a necessária, utilizando músculos de que não precisamos, deixando os nossos pensamentos darem voltas e reagindo demais com os nossos sentimentos. Relaxem os músculos; só utilizem os que são necessários, mantenham os seus pensamentos em reserva e só expressem os seus sentimentos quando quiserem. Não se deixem afetar pelas aparências; elas são por si mesmas inofensivas. Nós é que aceitamos ser feridos."

"Um trabalho duro é um investimento de energia que rende. O uso consciente da energia é um investimento que dá lucro; o seu uso automático é um esbanjamento inútil."

Gurdjieff fala a seus alunos (pg. 118)

A Busca Interior

"Saia à noite, sob um vasto céu estrelado, e levante os olhos para esses milhões de mundos acima da sua cabeça. Em cada um deles provavelmente formigam bilhões de seres semelhantes a você, talvez de constituição superior. Olhe a Via Láctea. A Terra não pode sequer ser chamada de grão de areia nessa infinidade. Ela se dissolve, desaparece e, com ela, você também. Onde está você? Quem é você? Que quer você? Aonde quer ir? O que você empreende não será pura loucura?
Diante de todos esses mundos, interrogue-se sobre suas metas e suas esperanças, suas intenções e seus meios de realizá-las, sobre o que pode ser exigido de você, e pergunte a si mesmo até que ponto está preparado para responder a essas perguntas.
Espera-o uma viagem longa e difícil; você se dirige a um lugar estranho e desconhecido. O caminho é infinitamente longo. Você não sabe se poderá descansar nem onde isso será possível. Deve prever o pior. Leve consigo tudo que for necessário para a viagem.
Trate de não se esquecer de nada, porque depois será muito tarde para reparar o erro: você não terá tempo de voltar para buscar o que tiver esquecido. Avalie suas forças. São suficientes para toda a viagem? Quando é que você poderá partir?
Lembre-se de que quanto mais tempo passar a caminho, mais provisões precisará carregar, o que retardará proporcionalmente a sua marcha e alongará até a duração dos preparativos. E cada minuto é precioso. Uma vez que decidiu partir, por que perder tempo?
Não conte com a possibilidade de voltar. Essa experiência poderia lhe custar muito caro. O guia só se comprometeu a conduzi-lo; não é obrigado a reconduzi-lo. Você será abandonado a si mesmo e ai de você se fraquejar ou perder o caminho; jamais poderá voltar. E, mesmo que o reencontre, fica a pergunta: você voltará são e salvo?
Desventuras de toda espécie espreitam o viajante solitário que não conhece bem o caminho, nem as regras de conduta que ele impõe. Convença-se de que a sua vista tem a propriedade de lhe apresentar os objetos distantes como se estivessem próximos. Iludido quanto à proximidade da meta para a qual você se encaminha, cego por sua beleza e ignorando a medida de suas próprias forças, você não se dará conta dos obstáculos que estão no caminho; não verá as múltiplas valetas que atravessam a senda.
Numa pradaria verde, juncada de flores deslumbrantes, o mato espesso oculta um profundo precipício. É muito fácil tropeçar e cair nele, se seus olhos não estão fixos em cada passo que está dando.
Não se esqueça de concentrar toda a atenção no que o cerca de perto. Não se ocupe com metas distantes, se não quiser cair no precipício.
Entretanto, não se esqueça da sua meta. Lembre-se dela sem cessar e mantenha vivo o seu ardor por atingi-la, para não perder a direção certa. E, tendo partido, esteja atento; o que você atravessou ficou para trás e não tornará a se apresentar: o que não observou num momento dado, não o observará nunca mais.
Não seja curioso demais e não perca tempo com o que atrai a sua atenção, mas não vale a pena. O tempo é precioso e não deve ser desperdiçado com coisas sem relação direta com a sua meta.
Lembre-se de onde está e por que está ali.
Não se poupe e lembre-se de que jamais qualquer esforço é feito em vão.
E agora pode iniciar a caminhada."

Gurdjieff fala a seus alunos

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